quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Living in Germany


The first memory of this blog comes from 1987, in Germany. I was 12 years old when my family moved to Spiesen, a really small town located in Saarland the smallest state on the southwest region of Germany.

I lived there for less then 1 year but it was a life change experience.  Before we moved we lived in a huge house (where I continued to live when we came back until I got married) and studied in one of the most traditional schools of São Paulo, Brazil.

When we arrived in Germany we had no house (my brothers and I slept on air mattresses during the first months) and my father had only a mouth promise to have a job, which never came reality. We didn’t speak Germany besides from a 3-month private class we took in Brazil prior to our travel. We lived on a friend's house for 3 months before we moved to a rented apartment and bought a pretty old car that needed to be pushed sometimes.

At that time the world wasn’t that globalized. Fashion and culture were completely different from Brazil. We could communicate with our family and friends only through letters that took 2 weeks to arrive. Telephone was bad and expensive and we could afford only on birthdays and Christmas. And it was cold.

So you could think I had a bad time in Germany, but nothing could be more far from true. I loved there! After the first 2-3 months I didn’t want to come back! I was so independent there as I only could be in Brazil after 18 years old, at least! I took busses alone, worked as a baby sitter, and hade such a good friend Karoline that is still one of my best friends now, even though we never met again.

With very low money we had one of the best Christmas of my live, certainly the best Christmas of my childhood. I got a small keyboard. It was expensive for us, but I guess my parents were tired to see me training piano on our kitchen table.  I bought gifts for the whole family with my own money and gave them with a girly Santa Claus costume. It was snowing outside the small chalet a friend borrowed to us.

This was probably the first time I felt (even though I didn’t thought about that at that time) that being together as a family, having friends and being independent are part of the most important things on our lives. The only money that would influence our happiness in Germany would be the one to afford a trip to Paris, what we couldn’t do when we lived there, and it was so close! But I was happy enough to go to Paris twice after that, so I survived that too.

These are pictures from a “Poesialbum” my german friends gave me when I moved back to Brazil. Miss you guys!




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Morando na Alemanha

A primeira memoria deste blog vem de 1987 na Alemanha. Eu tinha 12 anos quando a minha família se mudou para Spiesen, uma cidade bem pequena localizada em Saarland (o menor estado que fica na região sudoeste da Alemanha).

Eu morei lá por menos de 1 ano, mas foi uma experiência que mudou a minha vida. Antes da gente se mudra nós morávamos numa casa enorme (onde I continuei a morar quando voltamos até me casar) e estudávamos em um dos colégios mais tradicionais de São Paulo.

Quando nós chegamos na Alemanha a gente não tinha casa (eu e meus irmãos dormimos em colchões de ar nos primeiros meses) e meu pai tinha apenas uma promessa verbal de emprego que nunca tornou realidade. Nós não falávamos alemão, a não ser por 3 meses de aula particular que fizemos antes de viajar. Nós moramos na casa de amigos por 3 meses antes de mudarmos para um apartamento alugado e comparmos um carro bem velhinho, que precsiva ser empurrado de vez enquando.

Naquela época o mundo não era tão globalizado. A moda e a cultura eram completamente diferentes do Brasil. Nós só podíamos nos comunicar com a nossa família e com nossos amigos por cartas, que levavam cerca de 2 semanas para chegar. O telephone era caro e ruim e a gente só podia pagar em ocasiões especiais como natal e aniversários. E era frio.

Assim, vocês podem pensar que foi um tempo ruim aquele na alemanha, mas nada pode estar mais distante da realidade. Eu amei morar lá! Depois dos 2-3 primeiros meses eu nem pensava em querer voltar! Eu era tão independente, como eu só consegui ser de novo no Brasil depois dos 18 anos, pelo menos! Eu pegava ónibus sozinha, trabalhava como babysitter e tinha uma grande amiga Karoline que até hoje é uma das minhas melhores amigas mesmo sem termos mais nos encontrado pessoalmente desde aquela época.

Com bem pouco dinheiro nós tivemos um dos melhores natais da minha vida e certamente o melhor da minha infância. Eu ganhei um pequeno teclado. Era caro para nós, mas eu acho que os meus pais estavam cansados de me ver trinar piano na mesa da cozinha. Eu comprei presentes para toda a família com o meu dinheiro de baby sitter e distribui vestindo uma fantasia de papai noel menina. Estava nevando fora do pequeno chalet que nossos amigos nos emprestaram.

Essa foi a primeira vez que eu senti (embora não tenha pensado nisso naquela época) que estar unido com nossa família, ter amigos de verdade e ser independente são parte das coisas mais importantes da vida. O único dinheiro que poderia ter feito alguma diferença na nossa felicidade naquela ´poca foi o que faltou para uma viagem a Paris, e estávamos tão pertinho! Mas eu tive sorte o suficiente par air para πaris 2 vzes depois então eu sobrevivi a isso também.

Essas são fotos do album caprichado de poesias que os meus amigos alemães me deram antes de eu voltar para o Brasil. Saudade de vocês!

Was wär ein Apfel ohne -Sine,
Was wären Häute ohne Schleim?
Was wär'n die Vita ohne -Mine,
Was wär'n Gedichte ohne Reim?
Was wär das E ohne die -llipse,
Was wär veränder ohne -lich?
Was wär ein Kragen ohne Schlipse,
Und was wär ich bloß ohne Dich?



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

The Beginning


This blog was inspired by a post from Leo Babauta (sorry I will not find the specific post as I was browsing his website for hours), but in summary while he as talking about how to get rid of old sentimental stuff that is only accumulating dust, he gave the idea of sharing the love by shooting the best memories and display them where everybody could see. Doing that other people would be happy and inspired by our accomplishments.

I don’t have boxes of sentimental stuff inside the garage or the basement. What I have is a beautiful red Chinese chest on my living room. Inside this box there are years of memories, from my childhood to my kid’s last art projects in school.

What this blog is going to do, while reflecting in what really matters in our lives, is sharing this memories with the reader.  Instead of just accumulating dust my memories it will help us travel through my past and hopefully inspire other people to change their lives focusing it on their deep passions.

Are you ready?


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O Início

Esse blog foi inspirado em um post do Leo Batuta (desculpa mas eu não vou encontrar o link para o post específica já que eu estava passeando pelo site dele por horas), mas resumindo enquanto ele estava dando dicas de como se livrar das nossas tralhas sentimentais que apenas acumulam poeira, nós deveríamos fotografar as melhores memorias e mostrar elas para todo mundo. Com isso as pessoas poderiam ficar contentes e quem sabe se sentirem motivadas pelas nossas conquistas.

Eu não tenho caixas de coisas sentimentais empilhadas na garage ou no porão. O que eu tenho é um lindo baú chines vermelho na minha sala de estar. Dentro dessa caixas estão guardados anos de memórias, da minha infância ao últimos projetos de artes da escolar das minhas filhas.

O que esse blog irá fazer, enquanto refletimos sobre o que realmente importa na nossa vida, é divider essas memórias com os leitores. Assim, ao invês de acumular pó, minhas memórias irão nos ajudar a viajar pelo meu passado e tenho a esperança que com isso  inspirer vocês a mudarem as suas vidas focando nas suas mais profundas paixões.

Preparados?